quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Relato do parto - Vitória de presente de Natal!


Dia 24 de Dezembro, às 4hrs da manhã, acordei morrendo de vontade de fazer xixi e com uma cólica muuuito chata.
Fui correndo pro banheiro e quando sentei no vaso, meu nariz começou a sangrar de repente! Tudo a ver, né?
Depois que eu fiz uns 20 litros de xixi, limpei e vi uma gosmela parecendo catarro no papel e já deduzi que aquilo fosse o tampão saindo aos poucos.
Depois de ficar um tempão pelejando com meu nariz pra parar de sangrar, deitei de novo e dormi... Muito mal, mas dormi.
Não sei que horas levantei, deve ter sido umas 2hrs da tarde, mas sei que continuava com cólica, que ia e vinha.
O tampão também continuava saindo aos pouquinhos sempre que ia no banheiro (e eu ia muito!).
Minha mãe já começou a ficar preocupada porque as dores não paravam e já começou a ligar pro povo avisando que se continuasse assim, que ela ia me levar pro hospital.

Conversei com a Rebeca, que é doula, no msn, e falei o que tava acontecendo, o que eu tava sentindo, e ela falou que eu não precisava preocupar, porque o tampão depois que sái, pode demorar dias até que o trabalho de parto comece. Mas lá no fundo eu não fiquei tranquila e sentia que a Vitória tava a caminho...
Então, liguei pro Edi, e avisei que eu tava sentindo dor, e que ia pro hospital se não melhorasse. Ele deve ter pensado que era bobagem ou achismo meu...

Minha mãe começou a adiantar o rango de natal... Eu tava tranquila, fui tomar banho, troquei de roupa, passei maquiagem de leve, olhei a malinha de novo pra ver se tava tudo lá. Acho que lá pras 22:30 da noite o rango ficou pronto. Lógico que eu comi primeiro. Senão ia ter que levar uma marmitinha pro hospital rsrsrs.

A cólica começou a apertar mais, e já tava vindo de 10 em 10 minutos. Parecia um despertador.
E lá fui eu pro hospital. Ainda avisei que não ia entrar com a mala, porque se fosse alarme falso, não ia ter que ficar carregando nada.
Cheguei no hospital era quase meia noite. O médico veio me examinar, prestou atenção nas contrações, mediu tempo, ouviu o coraçãozinho da Vitória, ficou mexendo na minha barriga e depois veio fazer aquele maldito toque. O coisa dolorida!
Depois sentou na cadeirinha e ficou lá, anotando as coisas... Perguntei que que tava acontecendo, se ela tava encaixada, se tinha dilatação, que que ia ser de mim e tal. Ele falou que eu tava de 3 pra 4cm de dilatação, e que eu ia ter que ficar internada.
Nossa, eu gelei. Sabia que era a pituca me cutucando querendo sair.
Minha irmã falou que ia ligar pro Edi pra avisar, mas eu pedi pra ela não ligar.

Tinha ligado pra ele um dia antes perguntando onde ele ia passar o natal, e que ele podia vir aqui pra casa, mas ele falou que ia trabalhar. Trabalhar o cacete... Sei lá onde ele tava e com quem, e não quero saber também, mas como eu já tinha dito, eu não ia avisar qdo chegasse a hora mesmo.
Mas minha irmã tinha que avacalhar o esquema... Ligou pra ele pra avisar que eu ia ficar lá e que a Vitória ia nascer, falando que ele é o pai e que tinha que saber sim... O raiva que eu fiquei.

Aí minha mãe foi preencher e assinar aquela montanha de papel da internação e me levaram pra sala de pré parto. Cheguei lá, fiquei deitada esperando, e as contrações continuavam indo e vindo, nesse tempo de mais ou menos 10 minutos ainda.

De vez em quando eu levantava, andava um pouco pra lá e pra cá, fuçava nas coisas na sala, fuçava na minha ficha e na ficha dos outros que tava lá, e ia fazer xixi toda hora.
Minha mãe começou a ficar nervosa e só pensava em cigarro... E ia lá embaixo onde minha irmã tava esperando pra fumar.
Eu tava morrendo de sede, mas ninguém me deixava beber água, falando que eu tinha que ficar de jejum. E quando falaram que eu não podia, aí que me deu mais vontade ainda. Minha boca parecia que ia espumar de tão seca.

Minha mãe me mata de vergonha
Depois minha mãe começou a contar altas bobagens, e eu naquela crise de riso. Achava que eu em trabalho de parto daquele jeito era o que tinha de melhor. Tranquila, com contração leve, que doía, mas que era beeeem suportável, e rindo que nem besta na maior altura.
Não sei quantas horas eram, mas minha mãe começou a reclamar que queria dormir, mas como não podia deitar na cama, foi deitar nos banquinhos do lado de fora da sala, e enquanto ela cochilava, fui andar pra ver se meu telefone dava sinal pra ligar pra alguém.

E fui andando, desci as escadas e vi que tava atrás da recepção. Aí fui andando e andando, e vejo alguém em pé na porta do hospital... Ligo pra minha irmã e pergunto se aquilo alí era o mocorongo do Edi. E era o próprio.
Aí vieram os dois perguntar o que que eu tava fazendo alí, fugindo da sala de pré parto. Eu tava andando ué.. Andar é bom pra aliviar as dores... Pedi pra Fernanda pegar água pra mim e bebi na maior cara de pau. E lógico já comecei a xingar o Edi falando que se ele tivesse passando natal com alguma prostituta de 5ª que ele ia me pagar e caro depois, já que minha irmã ligou pra ele pra avisar que eu tava lá meia noite e ele chegou lá no hospital lá pelas 3hrs da manhã com aquela cara de sonso...

Pra evitar a fadiga, não quis saber de papo e voltei pra sala... Deitei na caminha e fiquei lá. Tomei um banho rapidinho também, porque arrumei uma suadeira que só Jesus...

Aí as contrações começaram a vir daquele jeito... Tavam de 5 em 5 minutos. E como já tava doendo beeem mais, minha mãe saiu pra procurar a enfermeira, que tinha sumido e me abandonado lá pra chamar o médico pra ver como tavam as coisas.

Apareceu um médico mais ignorante, com a cara amassada e tudo... Devia tá lá bem dormindo feliz e porque tava trabalhando no natal e teve que acordar por minha causa, deve ter ficado de mau humorzinho, o infeliz...

Só sei que ele foi muito grosso comigo, veio fazer aquele toque infernal e o negócio doeu mais que tudo nesse mundo. Comecei a subir pela cama pedindo pra ele ir devagar, mas ele me mandava ficar relaxada e quieta senão não tinha como ver. Mas como a gente relaxa sentindo dor? Só sei que disgramei a chorar que nem criança, enquanto ele falava com a enfermeira "ninguém merece", como se ele tivesse alí me fazendo um favor, de graça... Nossa que ódio que fiquei daquele cara...
Ele falou que tava com 4cm ainda, saiu da sala e me largou lá, naquele sofrimento.
Eu só sei que depois desse toque, as contrações começaram a vir com mais frequência e muuuito mais doloridas. Eu não tinha lugar naquela cama... Não achava posição que prestasse. Eu ficava em pé, sentava, deitava, ficava de quatro, agachava, e chorava, pedia pelo amor de Deus, não aguentava mais aquilo. E minha mãe, começou a desesperar e começou a chorar também.
E o pior, era que eu lá, chorando, gritando, gemendo de dor, morrendo de sede, e não aparecia uma alma pra ver o que tava acontecendo... Aí que eu senti que eu tava alí jogada as traças e que se acontecesse alguma coisa ninguém ia me socorrer.

Quando deu umas 5:30 da manhã, eu já gritando e chorando que nem uma doida desvairada de tanta dor, a enfermeira resolveu chamar aquele médico imbecil, que veio com aquela cara de cu me enfiar o mãozão de novo. Eu que já tava chorando, pedi pra ele ir devagar porque tava doendo demais, e como as contrações tavam, vindo de 2 em 2 minutos, eu não conseguia relaxar nem com reza braba.
Mas foi a mesma coisa que falar com um poste. O cara, naquela ignorância, me examinou e eu gritei de dor. Pelo menos já tava com 6cm de dilatação e ele falou que agora eu podia ir pra sala de parto tomar a anestesia pra aliviar.
E fui, chorando, claro...
Chego lá, a enfermeira, que era a mais boazinha e paciente do mundo, começou a conversar comigo, pedindo pra eu ficar calma, que ia dar tudo certo, falando pra eu fazer força qdo sentisse que a contração tava vindo que isso ajudava, segurou na minha mão e falou que ia me colocar no soro enquanto o anestesista vinha.
Colocou aquele cateter, ou sei lá o nome daquilo, na minha mão com o maior jeito pra não doer muito, colocou o negócio de medir pressão, saiu colocando uma fiarada em mim pra medir batimento cardíaco e sei lá mais o quê, e eu fiquei lá, parecendo uma doida. O anestesista veio, e me enfiou a agulha coluna adentro. 5 minutos depois eu tava mole, tremendo igual doida e toda coçando. Efeito da anestesia segundo a enfermeira... Já devia ser umas 6 e pouco da manhã.

Eu com a cara toda coçando, comecei a ficar nervosa, irritada, impaciente e queria arrancar aquela fiarada de mim e jogar longe. Comecei a ficar doida, e mesmo sem sentir dor mais, eu sentia quando vinha a contração e sempre fazia força. As contrações já tavam vindo uma atrás da outra.
O médico vinha, olhava como tava a dilatação, monitorava o batimento do coraçãozinho da Vitória, e falava que não tava na hora ainda. Ele ainda teve que estourar a bolsa, que não estourou sozinha nem a porrete. Aí ele simplesmente saía da sala e voltava quando queria...
A enfermeira boazinha teve que ir embora e eu fiquei doida, porque minha mãe apesar de estar lá do meu lado, não podia fazer nada, e ele também tava tão nervosa que não sabia o que fazer também.
Quando deu 7hrs da manhã, o efeito da anestesia começou a passar, e eu já voltei a sentir aquela dor horrorosa das contrações. O médico ignorante deve ter ido embora, ou ido atender outra pessoa, ou ido dormir, ou quem sabe tenha morrido, e o primeiro médico que me examinou quando cheguei no hospital, veio terminar o serviço... Ele chegou perguntando como tavam as coisas, falei que tava doendo muito, e ele falou que a dor lá embaixo não sumia por completo e que era normal...
E eu naquele desespero, comecei a gemer de dor outra vez... E esse médico, igual o outro, ficava saindo da sala toda hora também. Ele me examinou, falou que a dilatação já tava em quase 10cm, e que ia depender de mim, que eu precisava fazer força pra ajudar... E depois disso, saiu da sala...

Aí que o negócio ficou feio... Comecei a fazer aquela força mais horrorosa do mundo, a anestesia tinha passado, e eu senti como se a pirikita tivesse pegando fogo. Aí, não sei pra quê fui fazer isso, mas coloquei a mão lá pra sentir, e senti aquele volumão aumentando... Era a cabeça da Vitória saindo meu Deus do céu...
Aí soltei aquele grito, a enfermeira olhou pra trás e saiu correndo atrás do médico pra chamar ele, gritando que tava nascendo... O psicopata do médico veio no desespero vestindo a roupa de qualquer jeito e catando a menina no ar, sem luva nem nada, porque nem tempo de colocar ele teve... Sem comentários...

Depois que a Vitória saiu, eu ouvi aquele chorinho mais gostoso do mundo, queria ver ela, queria ver o que tavam fazendo com ela, mas não consegui, só vi quando ela saiu mesmo e o médico pegou ela e levantou e eu vi aquela bundinha cor de rosa rsrsrs.

Aí a outra enfermeira, ou pediatra, sei lá quem era aquela mulher, colocou a Vi na mesinha do lado, limpou ela, colocou ela em cima de mim quase de cabeça pra baixo de um jeito que eu não consegui ver ela direito. Tentei ajeitar, mas aquela fiarada atrapalhou. Aí levaram ela pro berçário pra terminar de limpar, vestir roupinha e tudo, e o médico pediu a enfermeira pra ela levar uma anestesia pra ele dar alí e dar os pontos. Diz ele que fez a episio, mas eu não vi, não senti, nem nada. O que eu senti foi minha pirikita rasgando depois de ter pegado fogo rsrsrs.
Ainda senti aquelas agulhadas da anestesia, e depois que já não tava doendo mais, as puxadas dos pontos que o médico deu. Aí me levaram pra uma salinha de espera. Minha mãe veio pra perto de mim falar que viu a Vitória no berçário, e que a minha irmã e o Edi tavam olhando ela pelo vidro, bem bobos... Falou que ela era linda.

Ela nasceu, dia 25 de dezembro de 2010, às 7:23 da manhã, com 2875gr, 49cm, apgar 9/9, e rosa, depois de todo aquele sofrimento que passei, em pleno Natal! rsrsrs Ah, e ela parece comigo, obrigada! :D

Aí uns 5 minutos depois, uma enfermeira veio terminar de espremer minha barriga pra sair o resto do sangue que sobrou. Nossa que coisa nojenta e dolorida... Depois disso, trouxeram a Vivi, colocaram ela deitada do meu lado e a menina já começou a procurar peito. E mamou toda feliz. Depois de uma meia hora alí mofando, me levaram pro quarto. Minha mãe, a Fernanda e o Edi foram junto. Depois, as duas foram embora porque minha vó tava vindo ficar comigo.
Eu tava morta de cansada, acabada, exausta, destruida e descabelada... só queria dormir, mas quem disse que eu conseguia? E quando eu conseguia cochilar, ou alguém entrava no quarto pra me trazer algum remédio, ou alguém me ligava pra me encher o saco.
Minha vó e o Edi ficaram lá comigo, um mais babão que o outro com a menina....
Depois do horário de visita, fiquei lá sozinha, mas foi tranquilo.

Dia 26, me deram alta de manhã e pude ir embora pra casa, graças a Deus... já tava ficando doida de ter que ficar naquele hospital mais um minuto.

Mas foi assim... Não gostei do parto, achei que foi muito sofrido, o povo do hospital parece que gosta de trabalhar tratando os outros com descaso, não ligam pra gente lá, sentindo dor, gritando, morrendo... Achei um absurdo aquele hospital.. e isso porque é particular... Se eu soubesse que ia ser assim, teria ido pra alguma maternidade do SUS... pelo menos ia sofrer de graça ao invés de ter que pagar pra sentir dor e ser tratada como bicho. Claro que vou reclamar daquele hospital, dos médicos, e vou denunciar por não deixarem acompanhante dormir lá comigo.

Hoje a Vitória tá com 4 dias. Sei que demorei pra contar como foi, mas eu tava com uma dor nas costas tão horrorosa que tava travada, mal podendo sair da cama.
Tirando essa dor, a recuperação tá ótima. Já saio pra qualquer lugar, e se bobear, até corro rsrsrs.

Baum.. chega de falatório. Aí umas fotitas da Vitória:







quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Último Ultrassom

Ontem fui fazer o último US. Queria ver se tava tudo bem, o tamanho e o peso da Vitória.
Fui de moto, e não sei porque, mas o povo fica tudo me olhando, só porque to com essa barrigona, como se grávida andar de moto fosse uma coisa de outro mundo. Nem ligo... rsrsrs

Cheguei lá, fiquei esperando o Edi, que como sempre, chegou atrasado.
A clínica lá não era que nem a outra que já tinha costume de ir... Era meio pobre e sem graça. Mas como meu interesse era só saber se tava tudo bem mesmo, não liguei. O Edi que ficou falando que lá era paia demais e que ele não conseguiu ver a menina direito no monitor do computador da médica. O pouco que consegui ver, reparei que a Vitória vai parecer comigo mesmo, graças a Deus! E ela tá buchechudinha e gorda! Vou amassar essa menina demais.. coitada.
Durante o US, a menina arrumou um desespero, uma pulação sem fim que até doeu.
Acho que foi a primeira vez que ele viu minha barriga pulando e sentiu a menina direito, porque ate então, todas as outras poucas vezes que encontrei com ele depois que ele foi embora, sempre que a Vitória mexia e ele colocava a mão, ela parava na hora.

Fiquei meio besta de saber que a menina já tá pesando quase 3kg e com quase 50cm! Jesuisss socorro!

Saindo de lá, a gente foi tomar sorvete naquele calorão miserável, e fomos numa loja de neném também ver as coisinhas. Mostrei pra ele o que faltava comprar e depois ele foi me levar lá no ponto de ônibus. Também falei com ele que quero ver o carrinho que ele tá querendo comprar pra ver se presta mesmo. Também quero escolher, uai, como assim.
No caminho ele quis passar numas lojas pra olhar celular, porque o dele tá podre.

E por falar em celular, já que a Marina fez o obséquio de quebrar o meu, tive que comprar outro. Comprei o Nokia 6700s rosa. Tinha que ser rosa, claro.
Olha a fotinha dele:

Ele tem um monte de coisa legal, mas ainda não aprendi a mexer nele 100%. Só sei que tem cartão de 2GB, espaço interno de 40MB, camera de 5Mpx, com flash e programação pra tirar foto sozinho de acordo com o tempo programado e outras muitas frescurites, é 3G, faz video chamada e mais uma penca de coisas. Só não gostei que é um porre pra instalar joguinho nele, mas fazer o que. Ele também já vem com um mini cabinho USB.
Não gostei muito do tom desse rosa, mas como não tinha outro, teve que ser esse mesmo. Tinha uns lá da Samsung e da LG num tom de rosa bem lindos, mas eu não gosto de celular dessas marcas neeeeemm... Pra mim, celular tem que ser Nokia e pronto acabou.

Mas vou ficar com saudades do meu outro telefone, o 7373 com tema da Puccaaaaa... Snif

Voltando ao assunto, depois fui embora, morta de dor no pé.

Cheguei aqui em casa e fui olhar se os exames de sangue que fiz tavam liberados na internet. Mas só metade tava. No tal hemograma, deu alteração. Mas só o médico mesmo pra me falar o que é aquilo. Dia 29 vou lá.

Ah, ontem também gravei ela sassaricando aqui na pança. Parece um alien rsrsrs
video

Baum, depois volto pra postar mais coisitas....

domingo, 19 de dezembro de 2010

37 semanas - Quase... quase lá



Dia 17 tive consulta pré natal. Lá fui eu, igual uma patinha gorda andando rua afora.
Cheguei lá cansada, pra variar e com as benditas das dores.

A médica me examinou, falou que a canseira é normal, já que a gravidez já tá no final, ouviu o coraçãozinho da Vitória batendo igual loko e falou que ela não tá encaixada e nem tem dilatação nenhuma. Só falou que o colo do útero tá mole, e isso pode indicar que é bem provável que a Vitória não passe da primeira semana de janeiro. Disse também que acha que ela não nasce em dezembro, não. Mas vai saber né.

Ela me deu uma guia pra fazer um monte de exames de sangue, e já vi que vou ficar por conta do laboratório, quando for lá fazer, que é amanhã. Tem um exame que tenho que almoçar e colher sangue 2hrs depois, fora os que tenho que fazer em jejum. Tem um também que fazem pra saber se tem alguma bactéria "lá" que pode causar pneumonia ou coisa parecida, e nem banho posso tomar antes de sair de casa pra ir fazer o exame! Olha que porcaria! Mas enfim... Se tem que fazer, então tá... Não fiz esse exame quando esperava a Marina.
Perguntei também se ainda dava tempo de fazer um último ultrassom, e ela falou que eu podia fazer. E me deu a guia. Quando liguei lá pra marcar, só tinha vaga pro dia 28. Achei muito longe, mas marquei. Vou ver se consigo marcar em outro lugar antes disso.
Fui tentar marcar o retorno com a médica também, mas não tinha horário nenhum com ela mais. Só dia 17 de janeiro. Até lá Vitória já nasceu aí não adianta nada. Acabou que marquei consulta com um outro médico, porque é só mostrar os exames mesmo pra ele anotar no cartão de pré natal. Mas vou tentar ligar lá de novo pra ver se teve alguma desistência.

Liguei na maternidade da Unimed pra saber como funciona as coisas lá, porque aquele outro que fui visitar é cheio de frescura. Lá parece ser melhor. A desvantagem é que é bem fora de mão e longe daqui de casa.
Aproveitei pra perguntar sobre a listinha de coisas que tem que levar pro neném, e a menina falou que a única coisa necessária é a roupinha pra sair do hospital. Que eu só tenho mesmo que levar coisa pra mim, que é absorvente, camisola ou pijama, chinelo, as coisas de higiene normal, e tal... Aí já desfiz a mala da Vitória que tava cheia de roupa, e já enfiei as minhas coisas. Agora pelo menos é uma mala só.
O que vai ficar faltando colocar na mala é só escova e pasta de dente e meu chinelo. Tomara que na hora do desespero eu não esqueça. Outra coisa que também tenho que lembrar de levar é a máquina pra tirar fotinhas.
Ia colocar a fotinha da roupinha que a Vitória vai sair do hospital, mas a máquina tá sem bateria e alguém deve ter enfiado o carregador em algum orifício do corpo... Incrível como que tudo some nessa casa.
Depois coloco a foto, nem que eu tire a foto pelo celular.


Ontem resolvi ir no salão pra desmatar a floresta negra. Achei que fosse morrer de dor, mas até que foi tranquilo e suportável. A depiladora era boazinha e tinha uma mão muito boa pra sair arrancando a cabelada.
Difícil demais esse negócio de não poder ver NADA que tá pra baixo da pança. E além de não conseguir ver, ainda não dá pra alcançar.
Até que tentei fazer uma manobras pra cortar e dar uma aparada na moita, mas falhei miseravelmente rsrsrs. Só sei que saí do salão me sentindo 100kg mais leve. rsrsrsrs


Aproveitei pra cortar as pontas do meu cabelo também. Ia fazer umas mechinhas, mas desisti. Depois que a Vitória nascer já faço tudo de uma vez. Lembram do projeto "Desengorda 2011"? Pois é, tem que incluir o "Desembaranga" no nome também. Além de emagrecer ainda tenho que dar um trato no visual já que tem séculos que não posso fazer praticamente nada por causa da gravidez e tem hora que me olho no espelho e me sinto um caco com 900 anos. Fora a depressão que parece que acaba com a gente mais ainda... Mas tô dando um jeito nisso... Me aguardem...

Vitória, pra não perder o costume, continua mexendo que nem doida. O peso da pança tá demais, a dor nas costas tá demais, e até pra virar de um lado pro outro quando tô deitada é difícil e muito dolorido. A noite resolvi tomar um Buscopan pra ver se dava uma aliviada, e até que ajudou bem. A dor nas costas quase sumiu. Mas as fisgadas na barriga, tão aqui do mesmo jeito... Vitória, me quebrando.

Tô muito cansada dessa barriga, mesmo.
Tão cansada, que às vezes penso que quero fazer uma cesariana pra ficar livre disso. Mas aí já arrependo de pensar isso. Não tenho coragem de entrar na faca só por que tô incomodada com a barriga. Vitória, quando estiver pronta vai querer sair, e arrancar a coitada antes do tempo não seria justo.
Fico feliz e triste ao mesmo tempo, ainda mais quando a médica falou que não tinha dilatação nem que a Vitória tava encaixando. Feliz porque ela vai ter mais tempo pra ficar dentro da barriga, terminando de desenvolver, crescer e engordar bem bonitinha, mas triste porque não chega a hora dela sair nunca e tô exausta com todo esse peso e dor... Fora o inchaço. E fora o chororô que continua do mesmo jeito, principalmente quando assisto algum filme que tenha uma história bonita e triste, ou quando lembro das humilhações que passei e que me fizeram sentir que não sou nada nem ninguém. Ainda fico triste de saber que não tenho um marido que foi homem suficiente pra assumir esse papel e preferiu me deixar sozinha nessa.

 Os dois últimos filmes que me fizeram entrar em prantos foram "Minha Vida sem Mim" e "Sempre ao seu Lado". Choreilitros.


Mas enfim... a partir de agora, que completaram essas 37 semanas, tudo pode acontecer... Qualquer hora a Vi pode querer dar as caras. Ainda tenho medo, ainda fico apreensiva, e às vezes choro de pensar que daqui a pouco aquele tiquinho de gente vai estar aqui nos meus braços esguelando. Será que vou sentir falta dela aqui dentro depois que ela sair?


A Vitória essa semana:

 
Grandes notícias para você nesta semana: Você está carregando um bebê por completo! Se você entrasse em trabalho de parto neste instante, todos os sistemas já estariam prontos. Sabemos que você mal pode esperar para ter seu bebê nos braços, mas saiba que ele se beneficia de cada minuto que fica no forno.


O crescimento do seu bebê diminui nesta semana, o que é ótimo para o canal de parto. Os ossos dele estão ainda mais macios e flexíveis e irão solidificarem-se logo depois do parto.
Então, você deve estar se perguntando: "Já que ele está assado e pronto para nascer, o que ele ainda está fazendo no forno?". Ele está bem ocupado, se exercitando para a "vida lá fora", trabalhando suas habilidades de respiração, sucção, contemplação e excreção. A única coisa que seu bebê ainda não pode praticar é a habilidade de gritar a plenos pulmões quando está com fome - mas, não se preocupe, ele fará isso muito em breve.
Neste ponto os bebês variam de tamanho, mas a maioria mede entre 48 e 52 centímetros e pesa mais ou menos 3 kg.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Visita à maternidade + canseira

Hoje fui fazer exame de sangue (por causa da neura que minha médica tem com os gatos aqui de casa) e de lá fui na Maternidade Santa Fé fazer uma visita, conhecer, saber como são as coisas lá, como funciona, e tudo o mais.
Pra ir foi tranquilo. Saí do laboratório, atravessei a rua e peguei um táxi pra ir pra lá porque já tava em cima da hora. Cheguei lá rapidinho e lá fomos nós fazer a visita. Gostei de lá, achei tudo limpinho e arrumadinho, povo bem educado, vi um moooonte de neném e fiquei doida de pensar que daqui a poucos dias vai ser a Vitória que vai tá no meu colo chorando, toda fofinha, cheia de dobrinhas, que lógico, vou morder tudo. Gente.. eu vou amassar essa menina demais... Coitada. rsrsrsrssrs

O ruim é que pelo meu plano, o que é coberto é a enfermaria, e não o apartamento, e essa ideia de dividir quarto com alguém é meio foda, e fora que na enfermaria, não pode ficar acompanhante porque não tem onde ficar. E fora que eu não sei se vai ser a minha médica mesmo quem vai fazer meu parto. Provavelmente não, porque esses médicos da Unimed são um bando de interesseiros espertões e sei que ela vai querer cobrar por fora. Então, pegando um médico plantonista, a única pessoa que pode ficar na sala de parto comigo, no caso seria o pai. Mas, eu já me decidi quanto a isso... Vou ficar sozinha, é o jeito...
Enquanto eu estiver no quarto, a Vitória vai ficar comigo o tempo todo, e se eu precisar de ajuda, só a enfermeira vai lá. Tô até vendo que vou te que levar um livro pra ficar lendo, porque se alguém ficar lá falando na minha cabeça, se intrometendo na minha vida, eu sei que não vou aguentar ficar calada. Odeio gente, só pode.

Daí fui perguntar se caso eu preferisse ficar em apartamento, qual seria a diferença. Só 900 pratas... Que facada... 900 reais pra ficar no hospital de um dia pro outro? Juro que se eu tivesse eu pagava, mas como não tô podendo gastar, e fora que já gastei demais comprando a coisarada do enxolval, fica difícil....

Peguei a listinha das coisas que tem que levar pra maternidade, minha e da Vitória (depois edito a postagem pra postar a listinha). Achei a lista pequena em comparação com outras que já olhei. A mala já tá até pronta. Só falta eu comprar uma camisola ou pijama pra mim, e as cuecas... Porque aquelas calçolas não tem outro nome... Só falta ser bege... também preciso comprar uma cinta daquelas pós parto pra apertar a pança. Já ajuda a voltar o corpitcho desde o início.


Tava pensando em ir lá na maternidade da Unimed também pra ver se a enfermaria lá tem o mesmo esquema do Santa Fé, mas lá é tão fora de mão que dá preguiça... Vou ligar e perguntar como funciona ao invés de ir lá.

Depois que saí da maternidade, andei aquela Silviano Brandão inteira e quase morri. Senti meu pé queimando, minha barriga pesaaaaada, como se tivesse pesando 500kg, aquele cansaço eterno, suor perpétuo, meu Deus que que é aquilo. Meu pé tá me matando.
Eu e minha mãe fomos numa loja de móveis de neném e comprei uma cômoda pra Vitória. Até ganhei um trocador por causa da cara de pau da minha mãe de sair pedindo tudo que vê pela frente, até pra quem não conhece. A cômoda chega aqui na quinta feira e já vou poder organizar a bagunça.

Quando cheguei em casa, aproveitei pra terminar de lavar as roupinhas da Vitória. Só não lavei as roupinhas que minha mãe trouxe de Londres, porque a maioria são roupas maiores, tipo pra 9 meses, e não vou perder tempo lavando isso agora.

Depois de ter lavado aquela coisarada, tô mais morta do que nunca, perna, pé e costas ardendo, e só quero tomar um banho e deitar, porque sei que amanhã vou ficar tão dolorida e moída que só de pensar já fico com vontade de chorar.

Pelo menos a malinha da Vitória já tá pronta e qualquer coisa, é só correr pra lá.

Vou ir comer e dormir, porque cansei.

Eu no shopping + as dores

Hoje senti tanto calor, mas tanto calor, que achei que fosse derreter igual manteiga na panela quente. Que sol maldito, esse... Putzgrila;
Passei mal demais. Suei demais... Diz minha mãe que isso é por causa da Vitória encaixando... E tá doendo e incomodando muito.

Durante a tarde, conversei com o Edi e resolvemos umas coisas... Espero que depois de tudo que falei, ele aprenda a ser gente. Mas acho que por ele ter falado que o que ele quer no momento é ter paz comigo, é porque sabe que se ficar inventando historinha, não é paz que ele vai ter... Então, quero só ver.
Às vezes até me arrependo de escrever certos tipos de coisas, mas minha intenção é desabafar porque não aguento esse nó na minha garganta. Não tenho com quem conversar, então tenho que escrever o que sinto e penso pra ficar um pouco mais leve. Fazer o quê...

Enquanto eu falava com ele no telefone, Diz ele que tava numa loja de neném e olhou o carrinho e que vai comprar o que ele escolher. Falei que eu quero olhar também, mas não entendi direito o que ele falou, mas pelo que parece, ele quer comprar sem me perguntar nada. E eu achei ridículo, porque quando fui comprar o berço, eu mostrei pra ele os que eu gostei e pedi a opinião, mas sei lá que que ele falou. Falei que marquei a visita na maternidade pra amanhã, e provavelmente vou sozinha. Ainda falei que se ele quiser ir, pode ir. Mas não sei se ele vai, e também não importo se ele não for. Talvez minha mãe vai comigo. Vou ver com ela.

Mas voltando ao assunto do shopping... Quando deu umas 7hrs da noite, fui tomar um banho pra enxaguar essa suadeira braba e aproveitei pra arrumar pra ir lá no shopping. Queria trocar um macacão que a Vitória ganhou que não gostei e uma luvinha que eu comprei repetida. Acho que até comentei isso em algum lugar e nem sei se foi aqui no blog. Mas enfim...

E lá fui pro shopping, de moto, junto com o Léo. Mas que sofrimento é pra subir na moto... Misericórdia. E fora que tô sentindo umas dores muito chatas na parte baixa da barriga e na parte de dentro também, como se fosse uma pressão. Qualquer movimento mais forte, se abaixo, se levanto a perna, se respiro mais fundo, se fico rindo, dói, e muito.

Sexta feira tenho consulta pré natal e já fico sabendo se isso é dilatação, se é a Vitória encaixando ou o que quer que seja... Não aguento mais essa barriga. Quando ando na rua, eu fico segurando a bendita, porque parece que ela vai cair no chão de tão pesada. E a sensação é que de a pança fica mais leve quando seguro, e dói menos.. rsrsrsrs

Amanhã também to querendo ir fazer o exame de sangue de toxoplasmose. Não sei que neura é essa da minha médica de achar que tem perigo de eu pegar isso só por causa da gataiada aqui de casa. Os bichos são bem cuidados, vacinados, não ficam sassaricando pela rua afora... Eu heim... Mais perigoso pegar isso num restaurante onde a gente não sabe como é feito o rango do que através do cocô do gato que nem doença tem.

Que canseira ficar saindo de casa viu... Acho que vou aproveitar o horário da visita pra ir na maternidade, e já aproveito pra ir fazer o exame, que deve ser por perto. E mesmo que não seja muito perto, pelo menos é uma saída só, e eu não vou ter que vir embora pra depois sair de novo. Só de pensar em ficar indo e vindo já fico com preguiça. Por enquanto, resolvi que vou ter a Vitória aqui mesmo, mas se me der aloka por causa de qualquer raiva que eu passar por causa do Edi, capaz de eu ir pra casa do meu primo e ficar por lá. Não tô muito animada de pegar estrada nessa altura do campeonato, e fora que nem é indicado fazer isso... Mas se eu endoidar, acabou...

Lá no shopping, eu andei muito, cansei, sei que vou ficar quebrada, com as costas e pernas doendo e morta. O Léo só ficava me enchendo o saco querendo ir embora. Mas tinha que aproveitar que já tava lá. Não aguento ficar saindo e andando pra baixo e pra cima toda hora.
Primeiro, a gente foi na Baby trocar a roupa. Usei o crédito da troca e inteirei o resto comprando uma saída maternidade que é a coisa mais linda (e cara) do mundo e um sapatinho com luvinha que tava por 4 reais. Rosa shock com branco. Super fofinho, e barato. *___*

De lá, fui nas Lojas Americanas. Queria comprar um relógio lá, desses tipo de camelô mesmo, mas não achei. Não tinha mais nada de interessante lá. Até olhei fralda, mas tava tudo caro e larguei pra lá.

Das Lojas Americanas, fui na Renner ver se achava o tal do sutiã de amamentação. Mas não achei. Acabou que saí de lá com duas calcinhas com babadinho pra Vitória e um macaquinho pra mim que eu nem experimentei, mas só de bater o olho já sabia que ia ficar bom. Experimentei em casa, e num é que ficou bom mesmo?

Da Renner, fui na Marisa, e lá achei os benditos dos sutiãs. Comprei 3. Um rosa, um branco, e um bege... Mas que sutiãs feios... e aquela abertura pra facilitar a amamentação? Nossa que marmota... Mas vou ter que usar... alguma coisa vai ter que segurar essa peitola.

Aí fui na Araújo... Lá comprei a fita adesiva pra prender fralda, uma colônia de neném mais cheirosinha e gotosa, uma pomada Hipoglós, álcool pra limpar o cotoco do umbigo até cair, aquele pacotão de modess noturno que parece uma fralda, e não lembro mais o quê...
Já comecei a arrumar a minha malinha com as coisas que vou levar. Falta camisola, toalha, shampoo.. essas coisas, mas isso eu arrumo depois.

Ainda tenho que lavar o resto das roupinhas da Vi porque só lavei e passei as que vou levar pro hospital. Mas minha mãe tá querendo lavar a roupeira de cama, e se ela for lavar mesmo, não vai ter onde pendurar as roupas de neném. Então, alguém tem que esperar. Vou ver com ela. Ah, na Araújo comprei sabão de lavar roupa de neném. Ele é muito cheiroso.

Depois tiro fotinhas pra poder atualizar e mostrar as coisinhas que comprei hoje e domingo. Não sei onde diabos minha irmã enfiou a câmera, e tirar foto do celular não é a mesma coisa, ainda mais porque o meu tá um completo caco. Também vou fazer a listinha do enxolval, do que tem até agora e se ainda falta algo mais.
Mas acho que agora, é só o carrinho mesmo que falta, mesmo achando que aqui em casa ele não vai ser tão útil assim com essa escadaiada e essa rua cheia de morro...
E fora que depois que vencer o contrato do aluguel, não pretendo morar aqui mais...


Baum, acho que foi isso o que eu fiz hoje. Amanhã volto pra falar sobre a visita à maternidade... Vou deitar porque minha barriga tá daquele jeito, Vitória tá me quebrando me enfiando o pé, o braço e empurrando a cabeça lá dentro da pança smagando minha bexiga. E tá doendo.... Ui...

domingo, 12 de dezembro de 2010

36 semanas - Eu tendo um treco na Feira Hippie, e +


Noooossa Deus... Hoje fui cedo na Feira pra comprar o mosqueteiro, o kit com os potinhos pra guardar cotonete, algodão e tal e um móbile. Super fofos. Rosa e branco, com florzinhas e bonequinhas.

Mas, comecei a sentir uma dor na parte baixa da barriga do lado direito, e a dor foi aumentando, e aquela pontada horrorosa, como se tivesse uma faca sendo enfiada alí. Não consegui andar, não conseguia nem respirar direito. Comecei a suar igual doida e quando não aguentei mais ficar em pé, agachei no chão encostada num poste e fiquei lá, tentando recuperar o fôlego, pingando de suor. Mas a dor não passava. Minha mãe, que foi comigo, ficou doidinha achando que a Vitória ia nascer alí mesmo, mas eu sabia que apesar da dor horrível, não era a hora ainda.
Comecei a apertar a barriga, fazer massagem, e nada. Depois de andar uns 5 quarteirões gigantes ou mais numa velocidade de 1cm/h, entrei no carro e entalei. Não conseguia esticar o braço pra fechar a porta porque a barriga doía, quase me matava. Que peleja foi essa. Achar lugar pra estacionar em dia de feira dá nisso... Quarteirões e mais quarteirões a pé. Melhor se tivesse ido de ônibus... Se achar lugar perto da feira pra parar o carro, depois de meio dia, pode jogar na mega sena que ganha de olho fechado. rsrsrs

A causa disso tudo? Gases! Presos, e muito bem presos! Mas nem bebendo coca cola pra arrotar ajudou, porque eu não arrotei!!! Nunca vi isso! Cheguei em casa morta, deitei e continuei sofrendo com a dor infernal.
Agora resolvi comer canjica, e isso sim me fez arrotar igual o próprio João do caminhão! ahuahuahuauha Agora a barriga ainda dói um pouco se respiro mais fundo ou se fico rindo. Dependendo da posição também incomoda.

Nossa, que coisa essa dor. Até agora não tinha sentido nada tão forte igual isso. Oloko meu.


Essa semana que passou entrei em crise. Crise porque simplesmente não acreditei que depois de tudo o que o imbecil do Edi me disse, pra variar, não passou de mentiras. Nem sei pra que ainda dou ideia pra ele depois de tudo o que ele me fez sofrer, do tanto que ele foi covarde comigo e me sacaneou sem motivo nenhum na hora em que eu mais precisei dele nessa vida. Chorei litros. E é só ver o nome dele piscando no meu telefone que já me dá vontade de chorar. Chorar de raiva, de decepção.

Se ele vier falar que vai levar essa historinha que ele arrumou, de novo, e ainda mais com quem, pra frente, vai estar desistindo da própria filha, que ele diz se preocupar tanto, mas que não preocupa merda nenhuma, já que o pinto e o egoísmo tão acima de tudo pelo que parece.

Não vou aturar nenhuma humilhação dele mais. Nunca mais.

Depois de tudo o que ele me disse, depois de tudo o que eu disse pra ele, depois dele ter me pedido um tempo pra organizar as ideias e esperar, porque tudo acontece na hora e no tempo certo, e o que tiver que ser vai ser... Que depois que a Vitória nascesse tudo ia mudar... Como se eu fosse obrigada a ficar esse tempo com ela na barriga esperando de braços abertos ele voltar, e enquanto isso, ele poderia curtir a vida de solteiro como nunca... Muito justo, claro...

Depois de eu ter desabafado sobre tudo o que tava passando aqui em casa, o que tava sentindo, o que pretendia fazer, e ele falar que me entendia e que tudo ia ficar bem e blá blá blá... Que eu sou uma pessoa boa e só mereço ser feliz, mas que no momento ele tava com problemas demais e precisava de um tempo só pra ele se organizar... Muito bonitinho... Só um pouco egoísta né... Bem pouquinho...

Mas que crédito alguém que me traiu, me enganou, me humilhou, praticamente me trocou e que não podia ser mais covarde fazendo tudo o que me fez, tem? Eu devo ser é muito burra de ainda achar que manter qualquer contato com ele serve pra alguma coisa.

Só sei que não vou aceitar essa história nunca. NUNCA. E pra quem acha que conseguiu o que quis com base no meu sofrimento e humilhação, que tá feliz e nhé nhé nhé, acho que seria bom se recolher a sua mísera insignificância e sair fora antes que o negócio fique pior... Porque eu sou muito boa, muito paciente, muito pacífica e muito gente boa, mas se passar dos limites e pisar no meu calo muitas vezes, como tá acontecendo, huuuuummmmmm. Sei ser muito boa, mas se for pra ser má, sou bem pior... E numa hora dessas, não vai ter estresse e depressão que me prendam e me impeçam de sair infernizando quem eu quiser por aí.
Não gastei 5 anos da minha vida pra no final das contas levar esse monte de tapas na cara como se eu fosse uma cadela, como se eu e tudo que fiz não valesse nada.

Não me interessa se ele é o pai ou o raio que for com relação a direitos. Ele assinou um contrato onde prometeu fidelidade, respeito e todo aquele blá blá blá a MIM, dentre outras coisas a mais (muito interessante aquelas cláusulas, inclusive... e mais interessante ainda é não existir a dissolução desse "contrato") Ele tinha obrigação de me respeitar. Era o mínimo.
Mas ele simplesmente não foi homem pra cumprir essa merda. Ele não tinha direito nenhum de me fazer o que fez e permitir que eu passasse pelo que passei. Agora, que aguente as consequências se resolver levar essa historinha, esse casinho ridículo pra frente... Nem que eu vá embora, que eu suma desse mundo pra ele nunca mais me achar e nem a Vitória poder ver direito... Não ligo desde que ele pague a pensão de nós duas.

E morro de ódio quando ainda tento conversar pra entender o motivo dele continuar insistindo em me magoar, ele simplesmente fala que não tá pronto pra falar sobre isso comigo, que não consegue falar disso comigo, que tem vergonha pelo que me fez e que não consegue nem me encarar, e que pra ele é difícil quando a gente se encontra. Engraçado que me abraçar e beijar meu pescoço pra despedir de mim não é difícil e não faz ele ficar envergonhado, e nem assumir que quando veio aqui sentiu falta de casa, coisa que só de olhar na cara dele dava pra perceber... Não responde minhas mensagens mais, e acha que fugindo e me ligando menos as coisas vão se resolver...

Mas, como sempre fiz, tô dando a ele escolhas... E cabe a ele escolher o que ele acha que vale mais a pena... A filha ou a destruidora de lares? Façam suas apostas, pessoal... Vejamos o grau de canalhice que cabe numa pessoa só, e vejamos até onde uma pessoa pode ser tão manipuladora e "poderosa" assim pra despertar o interesse de alguém... Quão baixo, e até onde alguém pode ir pra se intrometer e destruir a vida de quem nem se conhece, como se eu já não tivesse problemas demais na minha vida pra ter mais um desse tipo ainda... Inacreditável...

Lembro de uma conversa que eu e ele tivemos, onde desabafei até não querer mais, chorei igual criança, falei de como me sentia sozinha, de como sentia falta de ter segurança e apoio, de como eu estava carente, do medo da hora do parto e de não ter ninguem lá pra poder segurar minha mão, e ele prometeu que eu podia contar com ele pra qualquer coisa, que me entendia, e que estaria lá pra mim e tudo o mais, que não precisava me preocupar com nada, que ele não me magoaria mais.

Mas se eu não pude contar com ele nem enquanto a gente tava junto, como posso contar agora? E com ele "namorandinho", e ainda mais com quem... Me humilhando mais uma vez... Quando a Vitória nascer, já até avisei que nem vou fazer questão de avisar pra ele. Se é pra estar sozinha, que seja sozinha literalmente. E vamo ver no que vai dar... Pior do que tá não dá pra ficar...

Só sei que as coisas não vão continuar como estão... Felicidade assim, as custas do sofrimento alheio que ainda é recente, dura muito pouco... Vou atrapalhar mesmo, não tô nem aí. Quem mandou mexer comigo tratando meus sentimentos como fossem bosta pura, ainda mais nesse momento da minha vida... Não aguento gente que não pensa duas vezes antes de fazer merda... E nem só fazer a merda, mas jogar a bendita no ventilador também pra espalhar a sujeira pra todo canto. Agora vai ter que limpar tudo, e com a cara.

Sei que ainda to chorona, depressiva, sensível, carente e chata pra cace*e, e espero que isso tudo passe depois que a Vitória nascer, que é em breve. E se é pra reagir e sair dessa depressão, e dando o troco pra quem merece, que pelo menos seja com estilo, né?!

euri



A Vitória essa semana:

Seu bebê continua a ganhar peso a uma média de 250 gramas por semana. Ele deve estar pesando cerca de 3 kg e medindo 49 centimetros. Esse ganho de peso irá ajudá-lo a regular a temperatura corporal tão logo ele deixe o útero climatizado. Na verdade seu bebê terá 15% de gordura no momento do nascimento, e você.... bem você é outra história! Ainda no útero, seu bebê pode ouvir, sentir, tocar e ver. A única coisa que o separa de viver no mundo externo é algo chamado canal de parto.

As gengivas de seu bebê estão firmes, com espinhos que se parecem de alguma forma com dentes, ainda que suas verdadeiras pérolas brancas só irão aparecer por volta dos três meses a um ano de idade. Quanto mais tarde melhor, para ele e para você, principalmente se ele estiver mamando no peito.

Seu bebê tem padrões definidos de sono e vigília - abrindo os olhinhos enquanto acordado e fechando-os enquanto dormindo. Ele ficará alerta quando exposto à luz, assim como qualquer bebê recém-nascido faria, exceto quando você coloca aquele CD brega, quando ele coloca as mãos na cabeça, vira de costas e murmurá "Não acredito! De novo não!"

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fisgadas chatas

Ontem comecei a sentir umas visgadas na virilha e no osso no fundo da pirikita.
Senti como se tivesse partindo, como se tivesse abrindo. Não chegou a doer muito, mas incomodava porque qdo eu ficava de pé ou andando eu sentia a tal fisgada.

Não sei se é a Vitória encaixando... Não sei se é a dilatação começando... Só sei que estranhei, porque não lembro de ter sentido isso quando esperava a Marina.

Agora, próxima consulta só dia 17 pra ver o que é isso e o que anda acontecendo.

Fora o cansaço, sinto que tá tudo bem. Vitória continua mexendo pra lá e pra cá.

domingo, 5 de dezembro de 2010

35 semanas - Se cansaço matasse....


Hoje completo 35 semanas... E agora já não acho mais que falte 5 semanas pra Vitória chegar. Acho que ela vai adiantar um pouco. Só um pressentimento. Acho que ela não vai esperar até janeiro pra chegar. Só espero que ela não resolva chegar bem no dia do Natal, ou na virada do ano. Ninguém merece fazer aniversário nesses dias, convenhamos...

Tô de saco cheio de mim, com essa m*rda de depressão que não passa nunca. Fica parecendo que sou uma coitada que só fica choramingando e reclamando de tudo. Mas acho que só quem já passou ou passa pelo que ando passando, me entende e sabe como é... Não vou fingir que tá tudo bem, tudo legal. Não consigo.

Continuo chorona, continuo me sentindo sozinha, continuo mais carente do que nunca, continuo sem esperanças de que as coisas vão melhorar... Não quero mais fazer terapia, nem ir em psiqiuatra nem nada... pra mim isso não tá ajudando, acho que nunca ajudou. Continuo tomando o tal antidepressivo, mas também sinto que não ajuda. Mas penso que se talvez eu parasse de tomar, eu ia chorar muito mais. Acho que pro meu caso, o que vem acontecendo na minha vida, remédio nenhum ajuda. Só se fosse um daqueles mata leão, que a gente fica dopada o dia inteiro, grogue, deitada e dormindo. rsrsrs

Continuo sentindo falta de carinho, de ser amada, de ser abraçada, de conversar com alguém antes de dormir, de rir... Às vezes sinto que sou uma ninguém...
Sinto falta de sair, de ter amigos, de dançar, de beber, de poder fazer as coisas que gosto e sempre fiz...

E fico triste de não poder fazer nem ter nada do que quero e preciso... A barriga não deixa, o cansaço não deixa, a falta de força, de coragem e esse monte de dor pelo corpo não deixam...

A casa tá uma bagunça, cheia de brinquedo espalhado, chão sujo, precisando varrer e passar pano, poeira em todo lugar, mas eu não consigo levantar da cama pra fazer nada. Me falta ânimo... Me falta forças... E não tem ninguém pra me ajudar.

Voltei a dormir de dia e ficar acordada a noite, e parece que isso me faz ficar mais cansada, ainda mais nesse calor infernal.

Dormir é complicado, não tem uma posição boa pra eu ficar. Vitória mexe muito, e às vezes incomoda e dói. Sinto falta de ar, sinto dor em tudo quanto é lugar. Nesse calor fico suando igual doida e isso me incomoda, me deixa de mau humor, sem paciência...

Baum... acho que já chega... Gosto de escrever e desabafar porque não tenho com quem conversar, mas se eu escrevo demais, também choro demais... E eu já tô cansada disso...

A Vitória essa semana:

Essa semana os toques finais estão sendo dados à sua mini-obra-prima, sendo que a maior parte do desenvolvimento do bebê é dedicada a ganhar peso. Embora os movimentos do bebê podem se tornar menos regulares, ele pode dar sua última cambalhota logo, para se colocar na posição de nascimento, ou seja, de cabeça para baixo. (Vitória já tá de cabeça pra baixo...)


Seu pequeno talvez não consiga mais dar os soquinhos e chutinhos que estava costumado a lhe dar devido ao espaço limitado dentro do útero nestes dias. Provavelmente você sentirá mais mexe-mexe, estica e puxa e manobras do que soquinhos e chutinhos. (Sinto tudo, Vitória é um terremoto!) Com o ganho de peso de seu bebê, ele está ganhando uma camada extra de gordura, que criará aquelas covinhas fofinhas nos cotovelos e joelhos (que eu, claro, vou morder). O fígado dele já começou a processar seus resíduos, para que você saiba a que órgão agradecer quando ele tiver sua primeira explosão até as costas do macacãozinho dele. Dizem por aí que o totozinho do bebê da gente não tem cheiro desagradável. Não caia nessa, em poucos dias você descobrirá que isso não é verdade. o_O

As unhas do seu bebê estão crescendo tanto que podem se enrolar acima das pontas dos dedinhos das mãos e pés dele antes de verem um cortador de unhas. Tão logo venha ao mundo já precisará de uma manicure-pedicure! Chique não?


Tô pensando em ir num salão depilar as partes. Já tem tempos que não consigo ver nada da pança pra baixo, e não consigo depilar sozinha porque a barriga não me deixa alcançar e nem ficar numa posição em que eu consiga fazer muita coisa. Oooo que dureza...
Mas já tá quase acabando. Daqui a pouco fico livre da pança, vou poder dormir de barriga pra baixo e tudo mais.

Minha barriga agora tá parecendo uma pirâmide. E mais dura que tudo. Quando a Vitória mexe, sei o que é o quê. Sei quando é o braço, o pé, a cabeça, a bundinha... Eita menina serelepe. Achei que com o passar das semanas ela ia ficar mais quietinha, mas me enganei quadradamente. Só espero que ela não vire e saia da posição que ela tá. Parto normal com neném sentada... acho que não ia ter coragem nem a pau... Já tô com medo e ansiosa, cheia de preocupações, e não quero mais uma...